{"id":29099,"date":"2026-03-19T12:37:10","date_gmt":"2026-03-19T15:37:10","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunalbrasilia.com.br\/?p=29099"},"modified":"2026-03-19T12:37:10","modified_gmt":"2026-03-19T15:37:10","slug":"com-alta-de-custos-de-alimentos-comer-fora-de-casa-esta-cada-vez-mais-salgado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/?p=29099","title":{"rendered":"Com alta de custos de alimentos, comer fora de casa est\u00e1 cada vez mais salgado"},"content":{"rendered":"\n<p><small>O brasiliense continua saindo para comer fora, mas est\u00e1 mais atento ao custo-benef\u00edcio, diz Abrasel &#8211; (cr\u00e9dito: Minervino J\u00fanior\/CB\/D.A.Press)<\/small><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas (IBGE), comer fora de casa ficou mais caro no Distrito Federal. Os dados apurados pela institui\u00e7\u00e3o revelam que o setor de alimenta\u00e7\u00e3o teve um aumento de 0,29% em fevereiro que impactou no consumo aliment\u00edcio fora de casa, tanto com refei\u00e7\u00f5es quanto com lanches, em 0,83%.\u00a0Parece baixo, mas a alta nos custos surpreendeu consumidores e empres\u00e1rios. Novas op\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas para evitar um gasto ainda maior<a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os itens que mais aumentaram de pre\u00e7o no\u00a0card\u00e1pio, est\u00e3o: Tub\u00e9rculos, ra\u00edzes e legumes (4,88%), Pescados (2,13%), Carnes (1,47%) e Carnes e peixes industrializados (1%). O encarecimento desses produtos faz com que consumidores pensem em formas de economizar na hora do almo\u00e7o. Larissa de P\u00e1dua, 21 anos, sabe bem o que escolher para reduzir as despesas com refei\u00e7\u00f5es. Para ela, ir em restaurantes por quilo se mostram mais vantajosos. &#8220;Em compara\u00e7\u00e3o com pratos executivos, esse tipo de servi\u00e7o tem um menu de op\u00e7\u00f5es maior. Consigo colocar v\u00e1rios tipos de comida no prato e, mesmo assim, n\u00e3o ultrapassa o valor que \u00e9 cobrado no a la carte&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com os aumentos, o&nbsp;presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel DF), Thales Furtado, avalia que n\u00e3o houve retra\u00e7\u00e3o,&nbsp;mas uma adapta\u00e7\u00e3o do comportamento dos clientes. &#8220;O brasiliense continua saindo para comer fora, mas est\u00e1 mais atento ao custo-benef\u00edcio. O consumidor ficou mais seletivo e sens\u00edvel ao pre\u00e7o&#8221;, analisou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Larissa relata que conseguia encontrar refei\u00e7\u00f5es por R$ 18 a R$ 20, mas, hoje, o almo\u00e7o mais barato n\u00e3o sai por menos de R$ 30. Ela investe em outras alternativas, como reduzir a quantidade&nbsp;de comida que coloca no prato ou at\u00e9 outro tipo de alimento, mais barato e mais r\u00e1pido. &#8220;A gente tem que procurar v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es para o almo\u00e7o, de marmita de casa at\u00e9 lanches, que, embora mais acess\u00edveis, n\u00e3o saciam totalmente&#8221;, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Carlos Alberto Ramos, do Departamento de Economia da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), ressalta que a forma do consumidor economizar \u00e9 priorizar\u00a0refei\u00e7\u00f5es feitas em casa. &#8220;Ainda \u00e9 prefer\u00edvel consumir refei\u00e7\u00f5es em casa ou at\u00e9 preparar para levar para o trabalho. Al\u00e9m da economia financeira, alimentos preparados em casa costumam ser mais saud\u00e1veis tamb\u00e9m&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Impacto&nbsp;comercial<\/h3>\n\n\n\n<p>Dono de um restaurante na Feira Permanente do Cruzeiro, Eron Ibrahin, 55, afirma que o aumento nos pre\u00e7os aconteceu de uma forma geral, englobando diversos fatores. &#8220;Para n\u00f3s, feirantes, come\u00e7a no aluguel da pr\u00f3pria banca, que tamb\u00e9m aumentou. Fora a comida em sim, ainda tem o aumento no custo da embalagem e outros produtos como pimenta, azeite e temperos que o cliente n\u00e3o tem que pagar&#8221;, alegou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o levantamento feito pela Abrasel, o valor repassado aos clientes ficou entre 5% e 12%.&nbsp;Segundo o presidente da associa\u00e7\u00e3o, o costume dos restaurantes \u00e9 repassar apenas parte da infla\u00e7\u00e3o dos custos. &#8220;Al\u00e9m disso, muitos empres\u00e1rios acabam absorvendo parte do aumento para n\u00e3o perder competitividade&#8221;, disse Thales Furtado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ibrahin est\u00e1 na feira do Cruzeiro h\u00e1 tr\u00eas anos. O comerciante conta que tenta, ao m\u00e1ximo, n\u00e3o repassar o custo para os clientes, mas que, \u00e0s vezes, \u00e9 imposs\u00edvel acumular tantas despesas. &#8220;A gente calcula muito bem para passar o m\u00ednimo do custo poss\u00edvel, at\u00e9 para n\u00e3o perder nossa clientela&#8221;, argumentou. Do fim do ano para c\u00e1, o pre\u00e7o do prato oferecido no estabelecimento teve um acr\u00e9scimo de R$ 3. Ibrahim relata que, mesmo um aumento irris\u00f3rio, pesa muito no bolso do consumidor. &#8220;Para eles, \u00e9 como se fosse um grande aumento. Mas n\u00e3o \u00e9 o valor total que aumenta para n\u00f3s&#8221;, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das estrat\u00e9gias que adotou nos \u00faltimos anos foi comprar produtos em atacado em uma quantidade suficiente para a semana toda. Ibrahin conta que faz isso para evitar gastar ainda mais e ter que repassar para o consumidor<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Efeitos da guerra<\/h3>\n\n\n\n<p>Uma das estrat\u00e9gias que adotou nos \u00faltimos anos foi comprar uma produtos em atacado em uma quantidade suficiente para a semana toda. Ibrahin conta que faz isso para evitar gastar ainda mais e ter que repassar para o consumidor. &#8220;Eu e minha esposa sempre procuramos promo\u00e7\u00f5es em atacado no in\u00edcio da semana. Fazemos isso para que os custos com a mercadoria e com a gasolina, necess\u00e1ria para o trajeto, n\u00e3o seja contabilizado no valor da refei\u00e7\u00e3o&#8221;, comentou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento dos pre\u00e7os tendem a aumentar devido ao novo conflito armado que est\u00e1 acontecendo no Oriente M\u00e9dio. O professor de economia Carlos Alberto Ramos explica que apesar da dist\u00e2ncia de cerca de 12 mil quil\u00f4metros de Bras\u00edlia, o conflito entre Ir\u00e3, Estados Unidos e Israel tem impacto nos produtos ou servi\u00e7os afetados, principalmente os relacionados a transporte e agricultura. \u201cTudo que est\u00e1 vinculado a esse contexto pode sofrer uma varia\u00e7\u00e3o nos pre\u00e7os. O petr\u00f3leo e os fertilizantes, por exemplo, podem subir. Todo esse cen\u00e1rio vai influenciar os pre\u00e7os na nossa alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, explicou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Larissa de P\u00e1dua tamb\u00e9m comenta que tamb\u00e9m percebeu a redu\u00e7\u00e3o da quantidade e qualidade da comida. &#8220;Houve sim a diminui\u00e7\u00e3o das por\u00e7\u00f5es servidas. Em alguns lugares que j\u00e1 comi, parece que estavam usando alimentos ultra-processados no lugar da comida de verdade&#8221;, disse<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de reduzir os custos, a pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 incentivada pela Abrasel. O presidente da associa\u00e7\u00e3o, Thales Furtado, afirma que n\u00e3o \u00e9 &#8220;uma pr\u00e1tica generalizada&#8221;. Para ele, o caminho correto para as empresas \u00e9 tentar renegociar com fornecedores para manter a qualidade. &#8220;Existe uma preocupa\u00e7\u00e3o grande com a percep\u00e7\u00e3o de valor do cliente, j\u00e1 que reduzir qualidade ou quantidade pode afetar a fideliza\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma constante press\u00e3o simult\u00e2nea de custos&#8221;, explicou.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brasiliense continua saindo para comer fora, mas est\u00e1 mais atento ao custo-benef\u00edcio, diz Abrasel &#8211; (cr\u00e9dito: Minervino J\u00fanior\/CB\/D.A.Press) Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edsticas (IBGE), comer fora de casa ficou mais caro no Distrito Federal. Os dados apurados pela institui\u00e7\u00e3o revelam que o setor de alimenta\u00e7\u00e3o teve um aumento de 0,29% em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":29100,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-29099","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=29099"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29099\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":29101,"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/29099\/revisions\/29101"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/29100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=29099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=29099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=29099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}