{"id":29109,"date":"2026-03-25T08:10:50","date_gmt":"2026-03-25T11:10:50","guid":{"rendered":"https:\/\/tribunalbrasilia.com.br\/?p=29109"},"modified":"2026-03-25T08:10:50","modified_gmt":"2026-03-25T11:10:50","slug":"a-educacao-e-a-chave-para-a-mulher-ocupar-espacos-de-poder","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/estacaonoticiasbrasilia.com.br\/?p=29109","title":{"rendered":"A educa\u00e7\u00e3o \u00e9 a chave para a mulher ocupar espa\u00e7os de poder"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Representantes do Judici\u00e1rio e da OAB-DF destacaram o abismo entre a maioria feminina da popula\u00e7\u00e3o e a baixa presen\u00e7a em cargos pol\u00edticos. O segundo painel refor\u00e7ou o papel da advocacia no acolhimento a v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica<\/h2>\n\n\n\n<p><small>&amp;quot;Ver mulheres no espa&amp;ccedil;o decis&amp;oacute;rio &amp;eacute; muito importante. Quando eu vejo as minhas iguais nestes locais, entendo que &amp;eacute; importante chegar naquele lugar&amp;quot; &amp;mdash; Isabelle Duarte, vice-presidente da Comiss&amp;atilde;o de Combate &amp;agrave; Viol&amp;ecirc;ncia Dom&amp;eacute;stica e Familiar da OAB-DF &#8211; (cr\u00e9dito: Marcelo Ferreira )<\/small><\/p>\n\n\n\n<p>O protagonismo feminino como forma\u00e7\u00e3o que preza autonomia e direitos deu o tom do segundo painel do\u00a0<em>CB Debate<\/em>, realizado ontem,\u00a0cujo tema foi\u00a0<em>O Brasil pelas Mulheres \u2014 forma\u00e7\u00e3o para uma cultura de prote\u00e7\u00e3o<\/em>,\u00a0mediado pelas jornalistas do\u00a0<strong>Correio Braziliense<\/strong>\u00a0Adriana Bernardes e Mariana Niederauer. Em um cen\u00e1rio ainda marcado por desigualdades e viol\u00eancia, representantes do poder p\u00fablico, especialistas e integrantes da sociedade civil discutiram como ampliar a\u00a0participa\u00e7\u00e3o das mulheres nos espa\u00e7os de decis\u00e3o e fortalecer uma cultura de prote\u00e7\u00e3o.<a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>No palco, estiveram presentes Cristina Tubino, advogada e assessora da ministra Daniela Teixeira no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ); Nildete Santana, diretora da Mulher na Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF); e Isabelle de Sousa Duarte, especialista em estere\u00f3tipo de g\u00eanero e vice-presidente da Comiss\u00e3o de Combate \u00e0 Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar da OAB-DF. &#8220;A&nbsp;sociedade ainda precisa avan\u00e7ar muito na busca pela igualdade e fim da viol\u00eancia contra as mulheres&#8221;, avaliou Cristina.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Somente as pol\u00edticas educacionais, segundo a assessora do STJ, v\u00e3o atuar de maneira profunda para combater a viol\u00eancia contra a mulher no Brasil, de forma que elas&nbsp;assumam o protagonismo de suas pr\u00f3prias vidas e tamb\u00e9m dos espa\u00e7os da sociedade. &#8220;Noventa por cento do que falamos aqui hoje (ontem) foi sobre mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia. Claro que, quando falamos sobre protagonismo feminino, estamos&nbsp;abordando a for\u00e7a de transforma\u00e7\u00e3o social. Afinal, as mulheres s\u00e3o sujeitos ativos de mudan\u00e7a. Mas lutar contra as desigualdades, o nosso grande impasse, s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com a educa\u00e7\u00e3o&#8221;, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p>Cristina&nbsp;destacou que a discuss\u00e3o sobre aumento de puni\u00e7\u00e3o para os agressores \u00e9 relevante, mas que ocorre quando a viol\u00eancia j\u00e1 est\u00e1 exacerbada. Da\u00ed, a import\u00e2ncia de atacar o problema antes de sua ocorr\u00eancia. &#8220;Quando o Judici\u00e1rio discute a puni\u00e7\u00e3o l\u00e1 no final, quando aumentamos a pena, quando precisamos que o Legislativo fale o \u00f3bvio, como o Congresso promulgando que a dignidade da menina de 14 anos \u00e9 absoluta, n\u00f3s estamos discutindo o problema instaurado. A mulher j\u00e1 foi v\u00edtima de viol\u00eancia que, uma vez cometida, n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de repara\u00e7\u00e3o na mesma propor\u00e7\u00e3o&#8221;, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A autonomia da mulher \u00e9 um direito fundamental e \u00e9 l\u00f3gico que as san\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias para quem comete crimes contra esse p\u00fablico. Sempre fui defensora da aplica\u00e7\u00e3o de tornozeleira eletr\u00f4nica. Mas n\u00e3o tenho d\u00favida de que s\u00f3 vamos mudar essa realidade \u2014 p\u00e9ssima, pois a viol\u00eancia s\u00f3 aumenta \u2014 com a educa\u00e7\u00e3o&#8221;, refor\u00e7ou a assessora. Cristina ainda citou leis que s\u00e3o exemplos de como a situa\u00e7\u00e3o deve ser enfrentada,&nbsp;como a obrigatoriedade de conte\u00fados escolares que refor\u00e7am os direitos conquistados pelo p\u00fablico feminino.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Reeduca\u00e7\u00e3o<\/h3>\n\n\n\n<p>Diretora da Mulher na OAB-DF, Nildete Santana destacou que \u00e9 necess\u00e1rio rever a educa\u00e7\u00e3o oferecida \u00e0s pessoas, uma vez que os comportamentos machistas s\u00e3o constantemente perpetuados. &#8220;Eu fui criada de forma machista, mas a cada dia dou um passo a favor do feminismo. Eventualmente, ainda me pego pensando: &#8216;ser\u00e1 que sou machista?&#8217; Isso \u00e9 uma coisa que precisamos fazer o quanto antes, para come\u00e7ar a quebrar essa cultura&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, debates como o promovido pelo Correio s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia, inclusive quando contam com a participa\u00e7\u00e3o masculina no que tange a assuntos de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o iremos vencer&nbsp;essa luta sozinhas. Precisamos trazer os bons homens para o nosso lado, precisamos dialogar com eles&#8221;, pontuou. Nesse sentido, as a\u00e7\u00f5es de reeduca\u00e7\u00e3o devem ser feitas com homens e mulheres, segundo a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocupar mais espa\u00e7os de poder \u00e9, para a diretora da Mulher na OAB-DF, um dos passos principais. &#8220;O que eu quero \u00e9 que conquistemos os lugares que os homens tomaram de n\u00f3s. Somos 54% da popula\u00e7\u00e3o e isso n\u00e3o \u00e9 refletido em lugares de poder, como na C\u00e2mara, no Congresso e em outros espa\u00e7os&#8221;, avaliou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Atua\u00e7\u00e3o da advocacia<\/h3>\n\n\n\n<p>Isabelle Duarte, especialista em estere\u00f3tipo de g\u00eanero e vice-presidente da Comiss\u00e3o de Combate \u00e0 Viol\u00eancia Dom\u00e9stica e Familiar da OAB-DF, chamou aten\u00e7\u00e3o para os crescentes n\u00fameros de feminic\u00eddios no Brasil. A jurista destacou que, mesmo com campanhas, mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o e repercuss\u00e3o na imprensa, os n\u00fameros continuam aumentando.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, \u00e9&nbsp;imprescind\u00edvel&nbsp;que as mulheres ocupem mais espa\u00e7os nas institui\u00e7\u00f5es. &#8220;Ver mulheres no espa\u00e7o decis\u00f3rio \u00e9 muito importante. Quando eu vejo as minhas iguais nestes locais, entendo que \u00e9 importante chegar naquele lugar. As nossas meninas precisam entender que elas tamb\u00e9m conseguem&#8221;, frisou.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de as mulheres serem 54% da popula\u00e7\u00e3o do Brasil, apenas 18,1% dos postos da C\u00e2mara dos Deputados s\u00e3o compostos por mulheres, e 19%, no Senado. &#8220;Tudo isso \u00e9 pouco. O Brasil ainda \u00e9 um pa\u00eds&nbsp;no qual elas ganham de 20,9% a 21% menos que os homens. As mulheres pretas, em rela\u00e7\u00e3o a homens brancos, ganham 53% a menos. E tudo isso em um pa\u00eds em que a capacita\u00e7\u00e3o delas \u00e9 maior&#8221;, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista&nbsp;destacou a relev\u00e2ncia da atua\u00e7\u00e3o da advocacia no acolhimento das mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia e na orienta\u00e7\u00e3o sobre como procurar as institui\u00e7\u00f5es para denunciar o agressor, a fim de buscar a responsabiliza\u00e7\u00e3o. &#8220;A OAB tem sistemas de acompanhamento&nbsp;das v\u00edtimas sem condi\u00e7\u00f5es financeiras para fazer uma contrata\u00e7\u00e3o de advogado ou advogada particular. Desde o acompanhamento at\u00e9 a delegacia e durante o processo judicial, tudo \u00e9 acompanhado&#8221;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para receber atendimento, basta procurar os canais de atendimento da OAB ou outros sistemas governamentais voltados para o acolhimento da mulher, como a Casa da Mulher Brasileira. &#8220;O DF \u00e9 bem aparelhado no atendimento \u00e0 mulher v\u00edtima de viol\u00eancia&#8221;, refor\u00e7ou Isabelle Duarte.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes do Judici\u00e1rio e da OAB-DF destacaram o abismo entre a maioria feminina da popula\u00e7\u00e3o e a baixa presen\u00e7a em cargos pol\u00edticos. O segundo painel refor\u00e7ou o papel da advocacia no acolhimento a v\u00edtimas de viol\u00eancia dom\u00e9stica &amp;quot;Ver mulheres no espa&amp;ccedil;o decis&amp;oacute;rio &amp;eacute; muito importante. 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